Habitação: Vários construtores civis ludibriados
Burla em compra fictícia de casas
Manuel (nome fictício), construtor no concelho de Silves, foi a última vítima.
Uma mulher, elegante, bem vestida, que se fez transportar num vistoso Mercedes, dirigiu-se ao stand de vendas da firma e contratualizou a compra de um T2, por 130 000 euros. A pressa em formalizar o negócio não alarmou o vendedor, que recebeu 30 000 euros de sinal. No acto, assinou o contrato de compra e venda, que obriga à devolução, em dobro, do sinal, em caso de rompimento do acordo.
Uma mulher, elegante, bem vestida, que se fez transportar num vistoso Mercedes, dirigiu-se ao stand de vendas da firma e contratualizou a compra de um T2, por 130 000 euros. A pressa em formalizar o negócio não alarmou o vendedor, que recebeu 30 000 euros de sinal. No acto, assinou o contrato de compra e venda, que obriga à devolução, em dobro, do sinal, em caso de rompimento do acordo.
No dia seguinte, vários indivíduos montaram arraial no local, com música aos berros e muitas crianças barulhentas, afugentando eventuais compradores de outros fogos ainda em venda.
"O construtor, em pânico, tentou devolver-lhes o sinal, acrescido de uma indemnização, mas acusaram-no de xenófobo e exigiram o dobro do sinal que fora entregue", explicou o advogado do lesado.
"O construtor, em pânico, tentou devolver-lhes o sinal, acrescido de uma indemnização, mas acusaram-no de xenófobo e exigiram o dobro do sinal que fora entregue", explicou o advogado do lesado.
Manuel Gonçalves, da AECOPS – Associação das Empresas da Construção e Obras Públicas do Sul – disse ao CM já ter conhecimento do assunto e afirma equacionar a hipótese de lançar um alerta no jornal da construção.
"É um aproveitamento desonesto das dificuldades do sector, que tira algum discernimento aos construtores na ânsia de vender e que, de uma forma desonesta, está a prejudicar ainda mais a construção civil", afirma o dirigente.
Teixeira Marques in "Correio da Manhã"
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