São Brás de Alportel relembra e homenageia Bernardo de Passos
50.º Aniversário do Monumento a Bernardo de Passos
15/09/1957 > 15/09/2007

Em 23 de Maio de 1949 nascera o Cenáculo Bernardo de Passos, idealizado pelo então jovem estudante Zacarias Mamede e fundado por um grupo de 7 amigos, que posteriormente se viria a alargar a novos membros, destinando-se a cultivar a juventude, promover a arte, a educação e a literatura.
Mais tarde, o desejo de dar ao saudoso Poeta a justa Homenagem, na sua Terra faz surgir a Comissão Executiva do Monumento a Bernardo de Passos, no seio da Casa do Algarve, em Lisboa. Após uma grande caminhada, com o apoio de muitos amigos e admiradores, o sonho cumpria-se na manhã de 15 de Setembro de 1957 e o Largo de São Sebastião acolhia a homenagem ao Poeta maior de São Brás de Alportel - o monumento a Bernardo de Passos, com projecto e direcção de obra do Arquitecto Manuel Gomes da Costa e busto em bronze, criação do Escultor Raul Xavier.
A sessão de inauguração do monumento foi uma iniciativa da Comissão Executiva do Monumento a Bernardo de Passos e da Casa do Algarve, em Lisboa.
Sobre o tão aguardado momento de homenagem ao Poeta, podia ler-se no jornal “Correio de Sul” de 12 de Setembro de 1957:
“No acto inaugural, que se revestirá de toda a solenidade, farão uso da palavra os srs. Dr. José Guerreiro Murta, na sua qualidade de presidente daquela Comissão; Dr. José de Sousa Carrusca, como um dos representantes de São Brás de Alportel na mesma Comissão; Major Mateus Martins Moreno, pela Casa do Algarve; Dr. Mário Lyster Franco, em nome da imprensa do Algarve e do País, presidente da Câmara Municipal de S. Brás, Amável de Faria; Dr. Emiliano da Costa, em representação dos poetas do Algarve; Dr. Virgílio de Passos, em nome da família do homenageado, e no final, o sr. Dr. António Baptista Coelho, ilustre Governador Civil do distrito, que presidirá à cerimónia.”
Anos depois, um grupo de jovens retomaria os passos de Bernardo, com a criação do Grupo de Acção Cultural Bernardo de Passos.
No centenário do seu nascimento, em 1976, um vasto programa acolheria em festa a efeméride e muitas outras datas seriam marcadas, ao longo dos tempos, de modo a perpetuar a sua Memória.
Cinquenta anos depois da criação do seu monumento, o Município de São Brás de Alportel lembra a figura de um dos maiores Poetas do Algarve e do País, nome Maior desta Terra que o não esquece e presta homenagem aos familiares, aos amigos e aos admiradores que têm contribuído para perpetuar a sua obra.
Junto ao busto pode ler-se um pequeno excerto de um poema seu, publicado em 1919.
“No acto inaugural, que se revestirá de toda a solenidade, farão uso da palavra os srs. Dr. José Guerreiro Murta, na sua qualidade de presidente daquela Comissão; Dr. José de Sousa Carrusca, como um dos representantes de São Brás de Alportel na mesma Comissão; Major Mateus Martins Moreno, pela Casa do Algarve; Dr. Mário Lyster Franco, em nome da imprensa do Algarve e do País, presidente da Câmara Municipal de S. Brás, Amável de Faria; Dr. Emiliano da Costa, em representação dos poetas do Algarve; Dr. Virgílio de Passos, em nome da família do homenageado, e no final, o sr. Dr. António Baptista Coelho, ilustre Governador Civil do distrito, que presidirá à cerimónia.”
Anos depois, um grupo de jovens retomaria os passos de Bernardo, com a criação do Grupo de Acção Cultural Bernardo de Passos.
No centenário do seu nascimento, em 1976, um vasto programa acolheria em festa a efeméride e muitas outras datas seriam marcadas, ao longo dos tempos, de modo a perpetuar a sua Memória.
Cinquenta anos depois da criação do seu monumento, o Município de São Brás de Alportel lembra a figura de um dos maiores Poetas do Algarve e do País, nome Maior desta Terra que o não esquece e presta homenagem aos familiares, aos amigos e aos admiradores que têm contribuído para perpetuar a sua obra.
Junto ao busto pode ler-se um pequeno excerto de um poema seu, publicado em 1919.
Pátria
Eu amo o meu Paiz, embora sobre a terraem cada homem veja apenas um irmão.
Nós somos como a esteva, ou a úrze da serra,
que só floresce bem no seu dorido chão…
Bernardo de Passos
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