Interrupção Voluntária da Gravidez
Os cidadãos eleitores recenseados no território nacional pronunciam-se no próximo Domingo sobre a seguinte questão:

«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
ACTUALMENTE EM PORTUGAL:

Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez é punida até 3 anos de prisão. Nas situações permitidas a interrupção voluntária da gravidez pode ser realizada quer em clínicas particulares quer em estabelecimentos públicos.
Em 28 de Junho de 1998 foi realizado um referendo no qual o não à despenalização, ganhou com 51% dos votos expressos (apenas 31% do eleitorado foi às urnas). As sondagens anteriores ao referendo previam uma clara vitória do sim. No referendo 1.308.607 pessoas votaram[21] sim, 1.357.698 votaram não e a pergunta era: «Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada por opção da mulher nas primeiras 10 semanas em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Em Outubro de 2006 a Assembleia da República, com os votos favoráveis do PS e BE, a abstenção do PSD e o voto contra do PCP, dos Verdes e do CDS-PP, decidiu convocar um novo referendo. O Presidente da República marcou o referendo para o dia 11 de Fevereiro de 2007. O referendo vai ter a seguinte pergunta: «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Mais informações oficiais sobre o referendo: Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral - STAPE
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